25 Maio, 2005

Porquisse + Incompetência = Inundação

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Não vou criticar o Zé Serra porque apesar de a incompetência e despreparo dele serem evidentes, isso que aconteceu nessa semana em São Paulo não é culpa dele e nem de ninguém que governou essa cidade nos últimos 10~15 anos.

Isso é o resultado da falta de planejamento, da falta de "pensamento alto" dos primeiros governantes dessa cidade.

Escoamento d'agua é algo que tem que ser previsto e realizado na construção de uma cidade, e não depois que já está tudo construido e com 10 milhões de habitantes. É algo que já começa com a localização da cidade, onde a maioria das grandes metrópoles desse mundo são perto do mar, por uma questão óbvia: é muito mais fácil fazer um sistema de escoamento para o oceano do que para meia dúzia de rios.

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O que acontece é que com os acontecimentos dos ultimos dias, com um presidente analfabeto que está fazendo de tudo pra esconder uma CPI, um governador que está no poder há 10 anos e não consegue resolver um problema como o da Febem, um prefeito ausente que só sabe criticar a administração anterior, sem falar de algumas figuras que "controlam" um estado que está totalmente largado como o Rio de Janeiro, e mesmo depois de serem considerados inelegiveis pelos próximos 3 anos, ainda fazem questão de dizer que está tudo bem no Rio, e que querem ser presidentes, e outros exemplos ruins infelizmente não faltam. Diante de tudo isso, a unica impressão que se tem é que isso aqui só vai ter jeito se for implodido e reconstruido do zero, incluindo ai o processo de colonização, já que o atual "povinho" é mazoquista e não surpreenderia em nada se continuassem deixando essas "figurinhas carimbadas" no poder.

Povinho esse que joga sofá no meio do rio, garrafa PET no bueiro, que liga o cano do esgoto residencial na rede de águas pluviais, e outras bizarrices típicas de uma gentinha que se acha esperta, que pensa estar levando vantagem em tudo, que pensa ser patriota só porque torce pra porcaria da seleção brasileira, esse mesmo povinho que por se achar "tão esperto" sempre cai nas mesmas promessas desses politicos, fazendo aqueles que realmente se preocupam com o país, estado e cidade pagarem pela burrice dessa multidão ignorante que elege governantes cada vez mais despreparados para o poder.

O que eu mais gostaria hoje é que além de pararem de jogar lixo na rua, mandar mijo e bosta para a rede de aguas pluviais e outras atitudes típicas de um povo que faz um país ser considerado subdesenvolvido, que lembrassem nas eleições de outubro desse analfabeto e sua equipe tentando abafar esse escandalo dos Correios, desses juros altos, da pouca vergonha de destribuir cargos e verbas em troca de votos na assembléia e no senado, um governador despreparado, que não consegue resolver problemas como segurança publica, Febem, Rio Tietê, e outros... E também tem as eleições pra deputados, onde muitos nem sabem que tipo de cargo é esse, e por isso acabam elegendo qualquer um tipo Severino Cavalcante e outras pérolas que estão lá empregando a família toda as nossas custas.

Pena que não só eu falo isso como várias outras pessoas muito mais importantes, e infelizmente em janeiro do ano que vem está toda essa turminha atual comemorando suas vitórias nas urnas...

11 Maio, 2005

Alguém ja viu?

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Está sendo veiculada nos meios de comunicação a nova propaganda do PSDB.
Aqui em São Paulo, o garoto-propaganda é o nosso excelentissimo prefeito Zé Serra, isso seria completamente normal, se num fosse duas frases que ele falou e que me chamaram muito a atenção:

"Nós já fizemos muito por São Paulo nesses 4 meses..."

Ora essa, será que realmente fez mesmo ou sou eu que tou enxergando mato e lixo aonde não existe, ou então estou sentindo cheiro de mijo nas calçadas, enquanto na verdade elas estão exalando um delicioso odor de jasmim?

Só pode ser uma piada, e de muito mau gosto ainda. Um dia desses, foi feita uma reportagem no programa Tudo a Ver, da Rede Record, onde mostrava que as crianças das escolas municipais não estavam recebendo uniformes e materiais escolares. Esse são só alguns exemplos do descaso que essa cidade encontra-se.

A segunda frase foi:

"Onibus mais barato para a população da Zona Leste."

Essa já é demais né? A tarifa subiu de R$1,70 para R$2,00 e o Zé ainda vem falar que o onibus está mais barato?

A unica coisa que ele fez foi criar uma linha que liga o nada a lugar nenhum, como a Linha Lilás do Metrô, ao preço de R$1,20 "em carater experimental".

Será que essa linha vai continuar em "carater experimental" após o periodo eleitoral e a sua provavel exploração no horario politico nas eleições de outubro próximo?

Façam suas apostas e não se esqueçam de "conferir seu jogo" após as eleições...

30 Abril, 2005

Bad Bad Bad Loser

"Dom Cláudio diz que se sente "livre e feliz" por não ter sido escolhido papa"

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u68679.shtml

11 Abril, 2005

Como diz o velho ditado...

...O tempo é o senhor da razão...

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Saiu na Folha de São Paulo deste domingo (10/04/05) uma materia de Fabio Schivartche e Conrado Corsalette que diz:

Segundo o Datafolha, prefeito tem 37% de ruim ou péssimo; desempenho é o pior desde a gestão Jânio...
...Início de Serra frustra 70% dos paulistanos.
Perde de Marta Suplicy (PT), Paulo Maluf (PP), Luiza Erundina (PSB) e até de Celso Pitta (sem partido)...
...Apesar de um início ruim, a pesquisa Datafolha aponta para um futuro promissor a José Serra. A maioria dos entrevistados ainda acredita que ele fará um governo melhor do que Pitta, Maluf e Erundina. A expectativa em relação ao tucano só é mais baixa na comparação com Marta: 39% avaliam que ele fará uma gestão pior do que a dela.


O que o PSDB disse sobre essa pesquisa??? O de sempre... A culpa é da Marta.

07 Abril, 2005

Boicote como controle da inflação...

Pra quem leu o artigo Boicote: A cidadânia na sua melhor forma... , gostaria de sugerir a leitura dessa notícia do jornal local Clarín: http://www.clarin.com/diario/2005/04/06/um/m-952398.htm

Isso serve para mostrar como não é preciso aumento nas taxas de juros entre outras coisas para conter a inflação e o aumento abusivo dos preços. Só um simples boicote já tem um resultado mais rápido, eficiente e muito menos doloroso do que as artmanhas do Banco Central as quais estamos acostumados. Enquanto isso, é noticiado com toda a glória de que mesmo após o aumento médio de 5% no valor dos automóveis, as concessionarias estão com filas de espera de 30 dias para determinados modelos, e nessas mesmas reportagens, não é difícil ver algum entrevistado todo orgulhoso de ter financiado um modelo 0km básico em 36 meses, e se sentindo esperto por ter conseguido uma taxa de juros "fixa"... Essa é a malandragem brasileira.

01 Abril, 2005

Mudanças no trânsito... Isso que é planejamento...

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Nos ultimos dias, foi noticiado que a CET está estudando novas medidas para "conter" o trânsito na cidade de São Paulo, e essas medidas se resumem basicamente em mudanças no sistema de rodízio de automóveis.

As propostas que mais me chamaram atenção foram:

- Aumentar de um para dois dias a restrição de automóveis no "rodízio";
- Criação de um rodízio semanal, onde só se poderia utilizar o veículo por 2 semanas em cada mês;

Pois bem, insistir no sistema de rodizio para diminuir o trafego já se mostrou uma medida ineficiente em São Paulo, e motivos para isso não faltam.

O rodízio ajuda na redução do trafego quando a cidade tem um serviço de transporte publico eficaz, que possa cobrir a demanda extra gerada pelas pessoas que são obrigadas a deixar seus carros na garagem em determinado dia da semana.
Numa situação como essa, a população acaba se conscientizando em usar o transporte publico ou então em "caronas", fazendo com que o trânsito realmente diminua e trazendo junto diversos benefícios, como uma melhor qualidade do ar e menor consumo de derivados do petróleo.

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Mas é difícil imaginar uma situação positiva como essa em uma cidade como São Paulo, onde o transporte publico é caro e ineficiente.

Como "incentivar" uma pessoa a deixar seu carro na garagem quando uma passagem de metrô custa R$1,90 e uma de ônibus custa R$2,00? Sem falar que apesar das mudanças feitas no sistema de ônibus pela antiga administração ter trazido beneficios como ônibus mais novos, um sistema mais eficiente através dos micro-onibus e vans e o bilhete unico, andar de metrô e ônibus não é uma coisa nada confortavel, tendo em vista que além de a malha não atingir 100% da cidade, os meios de transporte publico estão sempre lotados, e na administração atual não são raras as greves e manifestações violentas.

Num cenário como esse, o rodízio de automóveis acaba tendo um efeito negativo, já que o motorista se vê praticamente obrigado a adquirir um segundo automóvel, muitas vezes antigo, que polui mais, gasta mais combustível, e dependendo da situação não paga IPVA e o dono nem se preocupa em pagar as multas, já que muitas vezes elas superam o valor total do carro. Sem falar que um automóvel em péssimas condições tem uma maior possibilidade de ter algum problema, e caso isso aconteça em uma Marginal Tietê por exemplo, já é o suficiente pra gerar quilometros de congestionamento.

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Mais uma vez, a população como um todo vai pagar pela incompetência dos governantes, que insistem em medidas de resultado a curto-prazo em vez de investirem no que realmente seria util, como corredores de ônibus e construção de novas linhas do metrô, e mesmo o metrô não sendo de responsabilidade da prefeitura, o atual prefeito José Serra prometeu melhorias nisso em sua campanha eleitoral.

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Mas não uma linha de metrô igual a Lilás (Capão Redondo <-> Largo Treze), que em seus quase 2 anos de funcionamento provou ser um terrível erro de planejamento, já que mesmo com passagens abaixo do preço normal não consegue ter uma regularidade de usuários onde seja possível cubrir os custos operacionais, gerando um prejuízo mensal na casa de R$3mi, e que apesar da excelencia do funcionamento, modernidade do projeto e outras qualidades inquestionáveis, já recebeu o apelido de "A linha que liga o nada a lugar nenhum"...

Como José Serra repetiu exaustivamente na campanha eleitoral: "Isso se chama planejamento!"

27 Março, 2005

A cruel realidade da TV

Esta coluna pode não ter somente um cunho reflexivo. Confesso que há um tom de desabafo, já que passo por um período de revolta neste assunto.
Estava eu, hoje, neste domingo de Páscoa zapeando a TV quando me deparei com a “Sol”, aquela ex-BBB que sabe falar o português tão bem quanto o inglês, fazendo um quadro no programa “Jogo da Vida”, da TV Bandeirantes. Ao ver aquele quadro, no qual ela dizia que “faria um furo de reportagem”, ou se designava “a repórter mais famosa do Brasil”, me perguntei o que fazer com os 4 anos de faculdade, mais os estágios e as horas de estudo que tive. Tenho o conhecimento de que para ser jornalista, nos dias atuais, basta ter uma idéia e saber escrever. Mas banalizar assim já é desaforo!
Quantas Scheilas, Sóis e outras “enlatadas” teremos de aguentar (falo pelos jornalistas) tomando os lugares de muitos profissionais competentes, enquanto estes, que não possuem nenhum conhecido ou “atalhos” para conseguir um espaço, acabam buscando novas opções ou terminam suas carreiras num jornaleco de anúncios?
Acredito que na vida há espaço para todos os competentes, mas nem sempre estes competentes possuem disponibilidade para esperar tal espaço. E infelizmente o maior culpado desta realidade é o telespectador, que se sujeita a ver pessoas desqualificadas falando e disseminando milhões de inutilidades. É o telespectador que faz com que os produtores cacem mais e mais desses “talentos” e anunciantes patrocinem esta estupidez, enquanto quem realmente estuda, pesquisa, se dedica e se prepara é obrigado a desistir.
Por isso estou escrevendo esta coluna. Para deixar aqui a minha opinião de jornalista e telespectadora. Concordo que a vida e o mercado de trabalho não são feitos somente de coisas sérias, mas penso que muitos profissionais competentes poderiam não só fazer matérias de políticas como também fazer uma reportagem de programa feminino muito mais consistente do que alguém que berre no microfone e prolifere erros de português grotescos. Por isso deixo aqui uma pergunta: “Pra que ser jornalista numa realidade como a nossa?”